Hugo Albuquerque

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@hugoalbuquerque

Advogado e editor da Autonomia Literária (https://t.co/vE1k8QheCW @AutonomiaLiter2), @JacobinBrasil e no Tik Tok (https://t.co/HFED8XeZiR)

www.descurvo.blogspot.comIngressou em maio de 2026
Vamos lá. A vitória da extrema-direita no estado alemão de Saxônia-Anhalt era previsível por todas as pesquisas. É um estado que pertenceu à Alemanha Oriental e foi anexado pelo lado Ocidental, mas quass sempre elegeu governos conservadores, somente trocando a CDU pela Afd (1/7).
Galera escandalizada pela AfD ter vencido uma eleição estadual na Alemanha: pouco importa, já era previsível e, além do mais, a extrema-direita alemã tem posições igualmente ou menos escandalosas do que o establishment alemão atual.
Trump é torpe e deixa a guerra na Ucrânia, com ataques à Rússia, seguir em vingança pelo Irã. Mas está com medo real de uma escalada russa na Europa, por isso manda Witkoff e Kushner a Moscou: são emissários diretos. Por outro lado, interessa a Trump pressionar a Europa (1/5).
De novo: é o Japão, estúpido. Aturdido por problemas estruturais, a conjutura produz uma tensão profunda no mercado da dívida japonês, por subir a inflação e pressionar os juros - que deveriam ficar estavelmente baixos. Sem isso, os juros americanos terão de subir...
Sempre que fica sem saída, e as coisas se acomodam a pior, Trump parte para o ataque - desta vez no Irã, mas esse ciclo é uma tônica de Trump 2, não desistir nunca, nem que seja insistir no erro. O resultado de hoje foi um impacto no mercado de petróleo.
Cury, o novo Cabo Daciolo só que com esteroides, diz ter "mente capitalista e um coração social", mas o Brasil precisava do inverso neste momento: alguém com mente de esquerda e coração de direita.
A tendência é a Atlas estar mais certa do que a Nexus, mas a Quaest tem sido o instituto mais confiável, e com pesquisas mais consistentes, no Brasil dos últimos anos.
Primeira pesquisa mostra Cury como fenômeno de dissonância cognitiva - semelhante a Marçal na eleição paulistana de 2024 - e não Renan nessa função. Flávio Bolsonaro patina mais que Lula, mas começo de ambos é preocupante.
A mais nova fake news sobre a China é que a mídia de lá escondeu a avalanche/inundação na fronteira com o Nepal. Uma mentira descarada - e reproduzida irresponsavelmente pela mídia brasileira.
Anúncio de Trump sobre reservas venezuelanas tem peso de propaganda sobre a América Latina, mas não impactou diretamente no mercado de petróleo e ainda é recebido com cautela. Precisa viabilizar a exploração e investir pesado num terreno político ainda instável
Nepal é um Estado soberano, Tibete até pode ser entendido com um ente subnacional em português, em embora se refira a uma região geográfica (o planalto tibetano) e a uma região autônoma chinesa que se chama, na verdade, Xizang. Mas sim, o objetivo disso é fragmentar a China.
Trump não tem como interromper a guerra na Ucrânia e agora está a reboque dela. Ou seja, o cenário ucraniano e iraniano tende a se misturar, com Moscou providenciando suporte de retaguarda e linha de suprimentos vitais para Teerã. É o momento mais tenso desde 1936.
Os EUA nunca empurraram sua dívida pública pelo fato do dólar ter poderes mágicos, mas por Nixon ter transformado ela num baita negócio, bom para todos. Trump melou isso ao arranjar confusão com os chineses.
No atual momento, uma carta aberta que exija algo do Irã sem conceber que é um país sob agressão e cerco da maior potência militar da História - e que tem o direito e o dever de fazer prisioneiros - é tomar o lado dos agressores.
A história do trator do Renan Santos contra a barricada falsa da Paraíba é uma repetição, como farsa, da tragédia do Cid Gomes há uns anos -- o que confirma o velho Marx.
A recente agressão de Trump à Coreia do Sul mostra como ele leva vantagem contra os liberais. Não há aliança com a Coreia do Norte, Trump apenas quer punir o Sul por não entrar na roubada do Irã e se alinhar com ele. Kim não é bobo e jamais caiu nessa. (1/10).
Outro detalhe pouco falado da Coreia do Sul: o atual presidente vai enfrentar a questão dos ativos coreanos criados ou tomados pelo Japão na Segunda Guerra. Isso é popular na Coreia, mas o campo conservador desvia disso com anticomunismo. O ataque de Trump vem por aí também.
Ontem sobre a abertura da campanha de Lula na Vila Euclides: foi uma ideia muito boa da campanha, conversando direto com a base mais orgânica de Lula e sua mitologia. Como manifestação política até que foi honesta e projetou uma fantasia sem exageros (1/7).
Vladmir Putin recentemente visitou as ilhas Curilas, despertando protestos do governo neofascista do Japão. As ilhas fazem parte da Rússia, pois a URSS as conquistou, mas elas são em parte foram reivindicadas por Tóquio. O gesto de Moscou é calculado, naturalmente (1/9).
Brasil está polarizado e números atuais de Lula não são exatamente bons -- mas movimentações do Centrão indicam que há algo que não sabemos contra Flávio *ainda*, o que pode ser favorável.
Trump tem 3 escolhas: (i) tenta invadir o Irã por terra correndo todos os riscos do mundo para salvar o petrodolar (ii) sai cantando vitória e entrega um acordo credível ao Irã (iii) segue no "nem paz, nem guerra" até onde dá, embora o custo econômico disso seja o pior possível.
Dados de inflação dos EUA de julho refletem a queda do preço do barril durante o acordo - violado por Trump - em relação ao Irã. Em resumo, são fotografias de junho que puderam ser vistas em julho. O mercado vai especular em cima, inclusive porque sabe que vai mudar (1/3).
Três gráficos: a última semana do preço do ouro e do barril de Brent, os últimos 5 dias do Iene. Uma conjunção astral diabólica para Trump: as três pressionam e também são sintomas de pressões sobre a taxa de juros americana. Mais inflação, menos força na moeda... caos (1/7).
Trump piscou: resolveu fechar um acordo com o Irã sem mexer no programa nuclear, mas liberando Ormuz. Os iranianos não caíram de novo no truque, e viram que é Trump quem tem pressa. Ainda mais como os russos dando a rota ártrica para os chineses levarem produtos à Europa (1/3).