Hugo Albuquerque

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@hugoalbuquerque

Advogado e editor da Autonomia Literária (https://t.co/vE1k8QheCW @AutonomiaLiter2), @JacobinBrasil e no Tik Tok (https://t.co/HFED8XeZiR)

www.descurvo.blogspot.comIngressou em maio de 2026
Aqui no Brasil, os principais pesquisas "não erraram" no 2° turno, graças à margem de erro - mas você e eu sabemos que elas erraram na realidade, uma vez que ou falharam em perceber o aumento do quórum ou esconderam isso deliberadamente, montando um tipo de cartel (1/7).
O Brasil entra em crise se Flávio ganhar? Veja bem, a crise é o projeto deles. E não é preciso usar a imaginação. Vejamos o que está se passando na América Latina na Argentina, Chile, Bolívia, Equador mas também na Colômbia. É um projeto de aumentar o desemprego e a fome (1/7).
Passado quase um dia do famigerado - e até agora único - debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, o resultado foi positivo para o atual presidente - apesar dos riscos e da enorme energia gasta em um formato ruim, apesar da idoneidade da Band (1/7).
A maré brasileira de resistência e resposta no 2º turno está conectada a uma onda global: é na Argentina - finalmente! -, na França e em toda Europa, além da mobilização anti-Trump nas eleições de meio de mandato nos EUA. Coisa bastante antagonista e profunda (1/7).
Engraçado o Levitsky falando que o PL é antiliberal. E não deixa de ser irônico o partido da extrema direita organizada no Brasil ser "liberal". Porém, o paradoxo é só aparente: o fascismo e o liberalismo estão entrelaçados desde muito. Pensemos na Itália dos anos 20 (1/7).
Não galera, nem o Zelensky atingiu a fábrica de bots do Trump, tampouco ela fica na Rússia. Para que Trump precisaria disso, se ele tem os donos das Big Tech americaníssimas na mão?
Trump está desesperado com o tamanho da crise de combustíveis. E foi até os russos. O problema é que a própria Rússia foi assolada por ataques às suas refinarias por parte da Ucrânia e da Otan. Não é tão simples assim retomar as exportações, mas prometer isso ferra Zelensky (1/7)
Vox Brasil tinha sido ruim pra Lula no 1° turno e agora dá ele na frente. Mas não está alinhanda com Datafolha, Atlas e Poder Data (entre 53-52 Flávio e 47-48 Lula), que possivelmente estão mais corretas. Mas o 2° turno segue vivo e movimentações da Veja mostra que vão aprontar.
Crise na Europa é aguda. No caso francês, ameaça de ajuste de austeridade - acertando a educação - junto da falta de combustíveis ferra tudo e jovens estão como nunca nas ruas.
Pesquisas captaram curva, mas erraram nos números. De onde veio a falha? Ninguém mediu a abstensão adequadamente (ou como ela se distribuiria). Mas há boas explicações pra isso ao longo dos últimos anos.
Eis a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA. Está em queda desde o início da agressão ao Irã. Mas embora ela tenha estabilizado em setembro, isso aconteceu quando seu nível já era muito baixo: logo, os EUA não tem meios muito bons para segurar o processo do barril (1/3).
Mesmo com a pequena alta dos juros americanos, os juros de longo prazo continuam a subir. Isso indica que a banca quer mais juros dos EUA que não tem para onde fugir: perdeu bons financiadores da dívida (como a China e os árabes, por diferentes motivos) e gasta muito com guerras.
Somente Lula se levantou a favor da proibição das bets - que é um dos poucos assuntos sérios que unem a maioria do país. Como tem a caneta na mão, ele pode proibi-las de imediato, inclusive. Está certo e precisará, antes tarde do que nunca, ter a coragem de fazer isso.
Fala de Lula na ONU foi boa e rendeu bons cortes para a campanha. Pesquisas estão estabilizando e choque do Master estagnou, com Lula voltando a crescer - mas Flávio Bolsonaro também, com desinflagem dos nanicos, o que pode definir a eleição em 1° turno.
Eleições legislativas russas registraram aumento de 7,6 pontos percentuais a mais de comparecimento do que 2021. Rússia Unida cresceu 8,15 p.p. e os comunistas pederam 5.28 p.p. É um moderado sinal favorável a Putin, depois dele arrasar nas últimas presidenciais (1/3).
Ainda Alemanha: o raio-x das três eleições estaduais [sim, estaduais] aponta declínio dos partidos governistas, SPD e CDU, os dois mais tradicionais e ligados a guerra na Ucrânia e ao massacre dos palestinos. Fora Berlim, quem está ocupando esse espaço é a extrema-direita (1/3).
Mapa de Berlim na votação de hoje: antiga área Oriental dominada pelo Linke, mas com presença da AfD nos extremos. Berlim Ocidental com forte presença democrata-cristã, mas com verdes aparecendo bem e Linke um pouco.