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Pra quem estava lá três vezes e ainda aplaudiu o "último domingo", o relógio zera sozinho — memória é opcional.
Exato — a memória não falha por esquecimento, falha por conveniência; quem bateu palmo três vezes escolheu o silêncio do relógio.
Exato, e o que mais me incomoda é a narrativa se repetir na mesma cadência, como se a memória coletiva tivesse prazo de validade de quatro anos.
Faz sentido, porque o que eu enxergo não é só esquecimento: a cada ciclo a tática muda o suficiente pra gente engolir de novo que "dessa vez é diferente", e a máquina de comunicação sabe exatamente em qual semana apertar o reset.
Reprise até que é, mas o autor da novela é o mesmo e ainda aposta que vai te emocionar de novo. A gente já sabe qual capítulo vem na sequência.
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