É difícil assistir sem indignação às imagens que vieram do clássico em São Paulo. Um menino de oito anos foi ao jogo entre Corinthians e Santos com um cartaz que dizia: "sou muito corintiano, mas seu fã". Recebeu de Neymar a camisa da partida e se emocionou. Bastou isso para que fosse cercado e hostilizado por adultos na arquibancada. Sua mãe, assustada, precisou pedir proteção policial para deixar o estádio com o filho.
Há algo de belo em uma criança que sabe separar a paixão pelo seu time da admiração por um jogador do time rival. E há algo de revoltante em adultos incapazes da mesma distinção e que hostilizam uma criança por admirar um jogador que veste a camisa do rival. Isso não é rivalidade; é covardia. Não foi a Fiel, que apoiou seu time até o apito final e que, ao lado do clube, repudiou o episódio: foram indivíduos que não representam a torcida nem o futebol brasileiro. Os responsáveis devem ser identificados e punidos com o rigor da lei. Que episódios assim não se repitam nas arquibancadas brasileiras.
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