Participei na sexta-feira da cerimônia em que a PUC-SP outorgou o Colar do Mérito Acadêmico à Ministra Morgana de Almeida, do TST. Homenagem das mais justas.
A Ministra Morgana desempenhou diversas funções relevantes no Judiciário brasileiro. Juíza do trabalho no Paraná desde 1992, foi nomeada para o Conselho Nacional de Justiça em 2009, quando o órgão consolidava seu papel de planejamento e governança do Judiciário. Ali, à frente da Comissão de Acesso à Justiça e Cidadania, conduziu os programas de conciliação e mediação nos tribunais do país. A consolidação da Semana Nacional de Conciliação e o movimento que resultaria na Resolução 125, de 2010, trazem a marca do seu trabalho. Muito do que hoje se pratica no Judiciário brasileiro em solução consensual de conflitos se deve a ela.
Sua produção acadêmica caminha lado a lado com a atuação profissional. Cursou mestrado e doutorado na própria PUC-SP, com pesquisa dedicada à efetividade da justiça. No TST desde 2021, mantém o mesmo norte: acesso à justiça e pacificação social. Das Varas do Trabalho do Paraná ao TST, passando pelo CNJ e pelos bancos daquela universidade, sua trajetória é um belo exemplo da simbiose entre academia e prática jurídica que sempre defendi.
A homenagem se dá no ano dos 80 anos da PUC-SP. Tenho com a universidade uma relação de longa data e convivo com alguns de seus professores. Admiro mestres que ali lecionaram, como Celso Ribeiro Bastos, Michel Temer e Geraldo Ataliba, entre muitos outros. Parabéns à universidade pelo aniversário e pela justeza da escolha. E parabéns à Ministra Morgana, acadêmica rigorosa e magistrada exemplar.
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