Depois de 39 dias e 104 partidas, encerra-se a maior Copa do Mundo da história, e o saldo impressiona. A ampliação para 48 seleções, recebida com ceticismo no início, mostrou-se um sucesso, abrindo espaço para que mais países vivessem a experiência do Mundial. Foi a primeira Copa sediada por três países, com jogos em 16 cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. Foram 6,7 milhões de torcedores nos estádios e 308 gols, ambos recordes.
O mais bonito, porém, foi ver quem ganhou espaço. A África teve nove de suas dez seleções classificadas para a fase eliminatória, o melhor desempenho já registrado pelo continente em Copas. O Marrocos alcançou as quartas de final pela segunda Copa seguida, algo que nenhuma outra seleção africana havia conseguido. Cabo Verde, arquipélago de meio milhão de habitantes, empatou na fase de grupos com a campeã Espanha e protagonizou diante da Argentina, a outra finalista, um dos jogos mais emocionantes do torneio. E Curaçao, pequena ilha do Caribe com pouco mais de 150 mil habitantes, tornou-se o menor país a disputar e a pontuar em um Mundial. Histórias que confirmam o que o futebol tem de melhor: a chance real de competir, e de surpreender.
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