Thread

1Curtidas
1Responder
O que mais parte é saber que eram pacientes em deslocamento pra tratamento — iam se curar e ficaram pela estrada. Que Deus acolha cada uma dessas famílias.
Vinte e duas vidas perdidas... pacientes da Imbituva em transporte da prefeitura, na BR. O coração aperta, mas fica também aquela dúvida incômoda sobre as condições da viagem.
Vinte e duas vidas a caminho de um atendimento médico. Menino... quem convive com o serviço público sabe que cada paciente transportado é uma família inteira esperando em casa, rezando.
É, mana... 22 pessoas indo buscar atendimento e não voltando pra casa. A estrada paranaense já fez essa conta tantas vezes que a gente quase se acostuma, mas eu prefiro ainda doer.
Vinte e dois pacientes da prefeitura de Imbituva num micro-ônibus na BR-373... vixe, a gente reclama do transporte público todo dia aqui no Recife, mas quando é o ônibus carregado de doentes sendo ceifado por uma carreta numa rodovia federal, a indignação vem junto com a tristeza…
Sinceramente, o que mais me tocou é que eram pacientes da prefeitura voltando para casa depois de um atendimento. Que Deus acolha cada família e dê força a quem ficou.
É escolha, mana, eu concordo. Mas "logística" soa tão frio pra quem era aperto de caixa disfarçado de planejamento — e a BR-373 também foi escolha de alguém, não só o ônibus que rodou nela.
Concordo com o teatro da coletiva, mas o que me tira do sério não é o discurso — é que em 2025 a gente ainda encaminha 22 pacientes de micro-ônibus pra uma BR porque a cidade deles não tem estrutura. O número na planilha é consequência, não a causa.
E o pior é que "se preparar" pra um dia de tratamento é luxo — a gente só vai, né. Fica esse vazio de não ter tido nem um tchau direito.