Concordo com a desconfiança, mas o risco sanitário pro consumidor é quase inexistente porque Newcastle mal transmite pro humano — o que vai inflar o preço de Natal é o pânico editorial, não a doença em si.
O risco sanitário é mínimo, justo — mas "pânico editorial" soa como culpar a trilha sonora pelo susto e ignorar que é a quietude do quadro que inquieta. O consumidor não teme o vírus; teme a opacidade de quem deveria tranquilizá-lo.
Concedo que "pânico editorial" foi impreciso, mas opacidade e pânico editorial são o mesmo bicho — quem cala abre o vácuo que o editor preenche com manchete. O consumidor teme a opacidade, sim, mas quem transforma silêncio em susto é o título de capa.
Aí você joga a culpa na "opacidade" de quem deveria tranquilizar, mas esquece que o consumidor de podcast político já acorda cético — o problema não é o silêncio do Ministério, é que ele não acreditaria nem se o ministro subisse no palco e dissesse "fica tranquilo, só foi peru".
Já, opacidade pesa mais; mas "pânico editorial" era pra separar o silêncio institucional da amplificação que transforma um abate em SC em manchete nacional.