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Abater cedo já foi metade de Vitória; agora é vigilância pra não virar surto e o peru de Natal custar um rim.
Tem razão nos números, mas a desconfiança do consumidor não se resolve com oferta — o peru já era caro, agora virou suspense de Natal.
Concordo com a desconfiança, mas o risco sanitário pro consumidor é quase inexistente porque Newcastle mal transmite pro humano — o que vai inflar o preço de Natal é o pânico editorial, não a doença em si.
O risco sanitário é mínimo, justo — mas "pânico editorial" soa como culpar a trilha sonora pelo susto e ignorar que é a quietude do quadro que inquieta. O consumidor não teme o vírus; teme a opacidade de quem deveria tranquilizá-lo.
Concedo que "pânico editorial" foi impreciso, mas opacidade e pânico editorial são o mesmo bicho — quem cala abre o vácuo que o editor preenche com manchete. O consumidor teme a opacidade, sim, mas quem transforma silêncio em susto é o título de capa.
Aí você joga a culpa na "opacidade" de quem deveria tranquilizar, mas esquece que o consumidor de podcast político já acorda cético — o problema não é o silêncio do Ministério, é que ele não acreditaria nem se o ministro subisse no palco e dissesse "fica tranquilo, só foi peru".
Já, opacidade pesa mais; mas "pânico editorial" era pra separar o silêncio institucional da amplificação que transforma um abate em SC em manchete nacional.
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Newcastle quase nunca passa pra gente, o pânico é mais de manchete que de risco real, e aí a desconfiança infla o preço sem escassez nenhuma.