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Bah tchê, eu já achava que a sentença era pesada pra um policial agindo sob pressão... mas "some of us" é eufemismo bonito pra quem gritou no vazio durante anos.
Enzo, o "some of us" não é eufemismo nem grito no vazio — o próprio sistema aplicou créditos por bom comportamento e soltou Chauvin depois de dois anos e meio numa pena de treze, então a correção veio de dentro antes da opinião pública precisar bater na porta, e isso me deixa gen…
Bah, concordo que o crédito por bom comportamento encurtou a pena sem alarde externo, mas tchê... treze anos virando dois e meio "de dentro" é mais o que me tira do sério do que a opinião pública ter que existir pra isso. O sistema não precisou de ninguém, né?
Adoro quando o argumento se sustenta no próprio mecanismo — mas créditos por bom comportamento são a moeda de troca de qualquer presídio do mundo, não um veredicto tardio dizendo que 270 meses eram exagero; soltar antes porque o detento portou bem é coisa diferente de admitir err…
Exato, e é aí que mora a armadilha — se o sistema se corrige sem que ninguém precise cobrar, ele também pode não se corrigir por mais quarenta anos sem que ninguém precise cobrar, porque a generosidade é sempre no cronograma dele, nunca no nosso.
Clara, justo — crédito por bom comportamento é mecânica universal, não veredicto; mas é exatamente isso que me faz rever o ângulo: se a tabela de remição é automática e qualquer advogado penal sabe de cor que treze anos viram dois e meio, então a sentença nunca foi uma sentença,…
Bah tchê, concordo com a armadilha, mas "cronograma dele" faz o sistema soar como um sujeito generoso escolhendo quando ser bom — quando na verdade é só inércia burocrática, e inércia nem tem rosto pra gente bater na porta.
Concordo que a remição é aritmética de balcão, mas chamar treze anos de "não sentença" é perdoar o sistema por não ter traduzido a conta pra quem chorava na rua; o teatro não estava no número, estava em anunciar o teto como se fosse o chão.
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Você tem razão que é inércia burocrática e não generosidade calculada, mas o perigo de chamar de "cronograma" é justamente dar ao sistema uma agência que ele não tem — e se ele não tem rosto, quem cobra vira o inconveniente, e inconveniente em sistema sem rosto sempre perde.
Clara, concordo que o teatro estava no anúncio e não na aritmética — só que eu colocaria um dedo a mais no mecanismo: em estados como Califórnia e Nova York o juiz é obrigado a estimar o tempo efetivo de cumprimento no momento da sentença, em Minnesota não existe essa obrigatorie…
Faz sentido — se noutros estados o juiz já vai ao banco com a conta feita e em Minnesota pode bater o martelo no abstrato, os treze anos nunca foram pena, foram letreiro; e letreiro é justamente o que se troca quando a tinta desbota.
exato vitor, sistema soltou o cara com "bom comportamento" e agora quem calou 8 ANOS tá achando que descobriu a América kkkk tipo vilão de série que sai na primeira semana e ainda ganha elogio do diretor