Carlos Andreazza

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Carlos Andreazza

Carlos Andreazza

@andreazzaeditor

Jornalista. Colunista do Estadão. Apresentador na BandNews FM. Torcedor do Flamengo e do Império Serrano.

Foi bem Ciro. Aproveitou o espaço. Trouxe o debate sobre fome. Deu gravidade à miséria. Nacionalizou o tema da segurança. Apresentou um livro-programa. Falou para a câmera. Respondeu sobre seu discurso habitualmente agressivo com tom sereno na entrevista. #OGlobonasEleicoes
Circulam vídeos de Queiroga barbarizando em declarações no Piauí. A rápida radicalização bolsonarista da linguagem do ministro demonstra como um ser fraco - moralmente corrompido e apaixonado pelo poder - reage quando sob pressão.
Durante a live, Bolsonaro mandou imprimir a nota, mas, com o texto na mão, desistiu de ler. Hahaha! Lamento profundamente. Queria vê-lo passar por aquele item em que fala das qualidades de Alexandre de Moraes como jurista e professor.
Bolsonaro estava abatido ontem. Está - no mundo real - fraco e isolado. Hoje, artificialmente, subiu o tom. Barroso - a rigor, o Supremo - volta a ser o inimigo. Inimigo imaginário. É o carrossel da fantasia do bolsonarismo autocrático. A forja de oponentes sem a qual não vive.
Barroso não determinou a criação de uma CPI. Quem o fez foram os senadores que assinaram a demanda, mais de 1/3 da Casa. Barroso apenas estabeleceu que o Senado cumpra o que diz a Constituição. CPI, direito da minoria, uma vez cobertos os requisitos, não depende de Pachecos.
Vacina é vacina. Por favor. Comprem todas. Se puderem, produzam no Brasil - e chamem de vacina brasileira, ou paulista, ou flamenguista (de preferência). Tudo bem. Mas, por favor, vacinem a população. Logo.
Pessoal, fiz o teste - o quinto - e deu positivo. Estou bem, com sintomas leves. Por precaução, ficarei fora do ar - sem fazer rádio - nos próximos dias. A ideia, porém, é integrar - desde casa, claro - a cobertura das eleições no domingo. E pretendo escrever mais no blog. Beijo!
Pessoal, serei o âncora do primeiro debate entre candidatos a prefeito do Rio de Janeiro; a verdadeira largada para a corrida até a eleição. Será no dia primeiro de outubro, às 22h30, na tela da Band. Uma honra fazer parte desta tradição de nossa democracia.
Mario Frias vem para causar novo efeito Weintraub. Camada de gordura para proteger Bolsonaro e concentrar atenções - enquanto a granada é posta no bolso do inimigo.
Minha vovozinha hoje dormiu. Ela dormia - e então dormiu. Deus já a tem em bom lugar. Foi muito amada. E viveu. Vim vê-la uma última vez. Esta é a razão por que não fiz rádio hoje. Logo mais, porém, tem podcast. A vida continua.
Que tristeza - simbólica tristeza - um militar, general, à frente do Ministério da Saúde, desafiado por uma pandemia, prestar-se a um papel como este. A multiplicação de Helenos no governo - arrastando a imagem do Exército - é muito pior que os três ou quatro Weintraubs que há.
Se a democracia brasileira - desafiada também pelo tribalismo - depender da defesa de organizações criminosas, como são as torcidas organizadas de clubes futebol, estaremos mesmo ferrados.
Morreu Gilberto Dimenstein. Não chegamos a nos encontrar, mas estivemos próximos, nos últimos meses, em função de livro - sobre sua experiência com o câncer, que enfrentava com bravura e bom humor - que preparava para mim, encomendado depois de lindo artigo que publicou na Folha.
HC preventivo, para Weintraub, pedido pelo colega ministro da Justiça - que faz, portanto, aquilo que o presidente queria que Moro fizesse. Ministro da Justiça como advogado de Bolsonaro. Pode fechar a AGU. Até porque, de resto, já existe Aras, o AGB.
Sobre a pregação armamentista no vídeo. Fica expressa a preocupação não com o direito de o cidadão poder portar arma, mas em munir a população para resistir a medidas restritivas. Armamento para subsidiar a desobediência civil. Uma compreensão deturpada do que seja liberdade.
Minha gente, pelas barbas do profeta: ninguém mandou o presidente da República entregar o celular. Não há qualquer decisão neste sentido. Zero. Seria ato de exceção; mas não houve. A reação golpista de general Heleno deturpa - de propósito - uma mera comunicação entre STF e PGR.
Paulo Marinho tem de provar o que diz. Aí, sim, a coisa será grave. Seria mais uma interferência no processo eleitoral de 18. Mais uma porque, não esqueçamos, também Moro interferiu ao liberar o conteúdo de depoimento de Palocci à véspera da votação. Não há santo nesta peleja.
Bolsonaro é instabilidade. Se a crise é grave e se agrava, ele reagirá radicalizando. Mais conflito. Mais mistificação. Mais mensagens dissonantes. Mais instabilidade. Mais imprevisibilidade.
Ao associar - ao engajar mesmo - as Forças Armadas à sua leitura autocrática da Constituição, Jair Bolsonaro subiu novo grau no discurso golpista. Cabe agora ao comando militar dizer se endossa essa compreensão partidarizada de seus compromissos constitucionais.
O ministro da Saúde, Nelson Vim Para Não Existir Teich, não tem a mais mínima ideia do que está em curso. Não há indícios de que terá. Mas tudo bem - por perdido, ele também preenche o requisito único: não contraria o presidente.