Há uma figura curiosa na ciência contemporânea: o divulgador científico sem ciência para divulgar. Nunca formulou uma hipótese original, desenhou um experimento, enfrentou revisores hostis ou, quando fala de medicina, tratou um paciente. Ainda assim, adora posar como juiz do cientista que produz e do médico que decide. Vive intelectualmente do trabalho alheio para depois atacar quem o realizou. Não produz o conhecimento que lhe dá voz, mas reivindica para si a autoridade conquistada por quem o produziu. É a dependência intelectual travestida de um superioridade moral que não é lastreada em mérito algum. Como perfeitamente descreveu Ayn Rand é a própria essência do parasita: aquele que almeja o imerecido.
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