Considerando que alguns argumentaram aqui que Gabriela Cid, esposa de Mauro Cid, foi indiciada por falsificação de cartão de vacinação, como se isso pudesse justificar a intensificação do evidente lawfare contra o tenente-coronel Mauro Cid e sua família, enumero alguns pontos de ilegalidades e falsa retórica que, enquanto professora de direito e advogada, considero cruciais. Caso o X não exiba o teor completo do vídeo (5:46 min), ele se encontra no meu Instagram que convido a acompanharem. Os pontos da análise são os seguintes:
Análise de ilegalidades contra Mauro Cid e sua esposa Gabriela Cid
1) Inquérito sobre suposta adulteração de cartão de vacinação de cidadãos comuns jamais poderia correr sob investigação perante o Supremo Tribunal Federal.
2) Não há nenhuma conexão factual e/ou jurídica entre suposta adulteração de cartão de vacinação e suposta tentativa de golpe de Estado que não ocorreu.
3) A narrativa da Polícia Federal e do STF que tenta ligar adulteração de cartão de vacinação e viagem ao Estados Unidos para se perpetrar golpe é contrafactual e desprovida de qualquer lógica racional. Ao contrário, a viagem aos Estados Unidos somente pode provar que a suposta tentativa de golpe nunca ocorreu.
4) Para provar a hipótese da narrativa fictícia e surreal suscitada pela Polícia Federal e pelo STF, o presidente norte-americano Joe Biden, em exercício desde 2021, deveria ser investigado e indiciado para explicar como é possível uma trama de golpe em que o perpetrador do golpe exerceria o poder sobre o Brasil diretamente (!) dos Estados Unidos (!), a milhas e com um oceano de distância. (Já que a competência do STF é ilimitada, somente Biden poderia esclarecer essa questão prática da narrativa do golpe da PF e do STF).
5) Em qualquer hipótese, pelas normas das leis positivas do Estado Democrático de Direito, essas pessoas jamais poderiam ser inicialmente processadas pelo STF.
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