O QUE A REPORTAGEM DO FANTÁSTICO NÃO DISSE. NÃO FOI O AQUECIMENTO GLOBAL. FOI A FALÊNCIA ESTATAL DE UMA CIDADE MAJORITARIAMENTE DOMINADA POR POLÍTICOS DE ESQUERDA.
Políticos da esquerda, convenientemente, atribuem a culpa da tragédia no Rio Grande do Sul à crise climática, para camuflar qualquer responsabilidade do Estado nesta catástrofe.
Ocorre que o RS já passou por desastre de proporções semelhantes na grande inundação de 1941, quando ainda não estava em voga culpar o aquecimento global. Assim, a história mostra que, mesmo que se defenda a necessidade de zelar pelo meio ambiente, evitando sua degradação, desde há muito já é sabido dos riscos periódicos de grandes cheias nas bacias hidrográficas da região, razão que levou o Estado a empreender obras de infraestrutura de contenção de alagamentos no final da década de 60.
Na cheia histórica de 1941, o nível da água chegou a 4,76 metros e demorou 32 dias para voltar abaixo dos 3 metros, que corresponde ao nível de cheia do rio Guaíba sem transbordamento. Desta vez, desde o dia 3 de maio, a inundação superou a marca de 1941, chegando a 5,27 metros.
O sistema de proteção contra transbordamento de Porto Alegre é composto por 68 diques, que formam barreira de contenção pela orla do Guaíba, com 14 comportas e 23 estações de bombeamento. Especialistas em engenharia hidráulica explicam que o sistema deveria proteger a cidade até que o rio alcançasse a quota de referência de 6 metros de transbordamento, o que NÃO chegou a ocorrer.
Todavia, existem graves problemas no sistema de contenção, tais como vãos e vazamentos nas comportas e falhas no sistema de bombeamento que fizeram com que as águas inundassem a cidade quando atingiram marca pouco superior aos 4 metros da quota de referência. O próprio Departamento Municipal de Água e Esgoto de Porto Alegre informou que, após a inundação, somente 4 estações de bombeamento estavam em funcionamento.
Assim, a CAUSA da grande catástrofe em Porto Alegre é a falência operacional do sistema estatal de proteção contra cheias. A principal infraestrutura da região é evidentemente antiga, com vida útil datada por deterioração de materiais. É atrasada tecnologicamente, pois requer o fechamento de comportas manuais e apresenta falhas graves de vedação, não contendo a água e entrando em colapso muito antes de se atingir o nível de proteção para o qual o sistema foi originalmente projetado.
O que o poder público poderia ter feito para prevenir e minimizar a catástrofe? Ora, é dever do poder público manter, expandir e aprimorar a infraestrutura das cidades. Mas não, o modelo defendido pelos políticos de esquerda que culpam a crise climática é o do Estado gigantesco e deficitário, gastando cada vez mais recursos dos pagadores de impostos brasileiros para financiar a expansão da sua folha de pagamento e das benesses usufruídas por aqueles que se locupletam do poder. Tal tipo de Estado opta deliberadamente por não realizar investimentos em infraestrutura e por sequer realizar a manutenção adequada naquela existente.
Além disso, nas obras de infraestrutura que o Estado Gigante decide realizar, bilhões de reais em recursos são perdidos em corrupção, pois já se mira a finalidade escusa de desviar recursos para a manutenção daqueles que estão no poder!
O Estado Gigante que a esquerda continua a implantar no país asfixia também as possibilidades de investimento em infraestrutura da iniciativa privada, a qual é obrigada a suportar crescente carga tributária para sustentar a expansão do Estado que inunda todos os brasileiros.
No caso específico de Porto Alegre, desde a redemocratização, das 12 gestões, a ESQUERDA (PT, PDT, e PPS) ocupou a prefeitura por 9 gestões, sendo o PT o recordista na gestão de Porto Alegre. Se considerarmos o PSDB como esquerda, serão 10 gestões no poder.
Por que os prefeitos de Porto Alegre não zelaram pela manutenção do sistema de diques, bombeamento e comportas que poderia ter impedido a inundação na capital?
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