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Não, não estamos virando um grande fazendão. A "commoditização" do país é o tema de minha coluna desta terça no Poder360. Ele cita um estudo de Alan Bueno e Diogo Ferraz que rompe, definitivamente, com a velha tese da economia clássica, de que o desenvolvimento de uma nação leva a agricultura a se tornar residual no processo econômico. A tese da prevalência da industrialização ainda impera nos meios acadêmicos, repercutindo na opinião pública e na política. Daí vem a crítica à “commoditização” do país. Celso Ming, que da economia faz bom jornalismo, tem sido um dos únicos a apontar a superação, pelo avanço tecnológico e pelas novas exigências geopolíticas, da velha tese econômica. O moderno agronegócio está interiorizando o desenvolvimento brasileiro. De uma forma impensável, a expansão do agro tecnológico por regiões antes incultas, e até desabitadas, promove uma onda de progresso que puxa os demais setores da economia. Confira os dados. Eles evidenciam que, em vez de retardatária, a moderna agricultura lidera o desenvolvimento brasileiro. É revolucionário, no mundo das ideias econômicas, verificar esse fenômeno. Não é teoria, é a pura realidade. Será que algum presidenciável sabe disso?!

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