O STF pegando fogo, a nação boquiaberta com a safadeza, todos procurando uma saída dessa encrenca, e Gilmar Mendes passeando na Itália.
Fazendo o que?
No casamento da filha de Marcos Molina, controlador da Marfrig, gigante brasileira do ramo de carnes. A festa ocorreu no hotel Villa d’Este, Lago di Como, norte da Itália. É paradisíaco.
Além da luxúria, Gilmar é o relator da ARE 1605630, de origem da União, que envolve benefícios tributários à Marfrig. Terá uma coisa a ver com a outra?
Esse envolvimento dos juízes das Cortes superiores com empresários é sintomático da crise moral da República. Quando não são os irmãos Batista, da JBS, é outro, rival. Ou, empreiteiras e resorts. Ou, então, Daniel Vorcaro. Uma promiscuidade.
Por essas e outras que dizem, a bocas pequenas, nos escritórios de advocacia, que o mundo jurídico, e o STF em particular, virou um grande balcão de negócios. Por onde se olha, relações espúrias surgem. Quanto custa uma decisão?
Nesse contexto, o ministro André Mendonça, com o respaldo de Nunes Marques e de Luiz Fux, deu uma corajosa canetada destituindo o DG da Polícia Federal, que praticava arapongagem pelo Planalto. Combinado com Alexandre de Moraes.
Lula sabia disso tudo? Claro que sim.
Edson Fachin será subserviente e colocará a vergonha debaixo do tapete? Ninguém sabe dizer.
E Flávio Bolsonaro, enroscado no filme Dark Horse, tem culpa no cartório? Estamos aguardando saber.
Daqui há 25 dias teremos o primeiro turno. Tenho a impressão que esse assunto do STF, ao influenciar os indecisos, decidirá as eleições.
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