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Essas duas imagens são, para mim, icônicas e ajudam a traduzir o simbolismo desta eleição. De um lado, Ana Elisa, mulher preta. Nas redes sociais, chegou a dizer que não ir ao Carnaval era um gesto racista. Prega o fim do preconceito contra os negros brasileiros, mas, assim que é eleita, veste uma blusa de seda e uma calça de alfaiataria e, ao menos na aparência, incorpora a mesma “branquitude” que tantas vezes criticou. Está na campanha de Lula. Do outro, Cleitinho. Está no Republicanos, partido conservador. É de direita, mas não bolsonarista. Declarou apoio a Flávio Bolsonaro. Em vários atos públicos, usou uma simples camisa de time de futebol. Daquela bem surrada mesmo. E vai para o Congresso desse jeito mesmo. Veste terno e gravata por obrigação, não por vaidade. Mantém uma vida simples e, até agora, uma casa modesta em BH. Viram a diferença? Depois, alguns intelectuais não conseguem entender por que a direita ganhou tanto espaço nas eleições deste ano.

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