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O diretor da PF responsável pela prisão de criminosos graúdos do país é sumariamente arrancado do cargo e não tem um único editorial da mídia crítico à decisão bizarra. Nenhum jornalão ataca a medida arbitrária, o prejuízos às investigações e o combate à corrupção - a palavrinha mágica usada tão somente contra Lula, o PT e a esquerda. A destituição súbita, eleitoreira e ilegal é um óbvio empecilho à locupletação do Estado, mas a mídia corporativa aliada da direita minimiza e usa para pressionar o desafeto. Essa omissão articulada, uníssona e coletiva traduz o mau-caratismo de quem se julga régua moral do país para influir na política. Cristaliza o papel nefasto assumido por uma imprensa cujos escrúpulos se flexibilizam em subordinação a quem paga e manda. A gangorra moral para manobrar os fatos, proteger aliados e condenar adversários é uma fraude permanente do jornalismo. É a digital da mídia na corrupção.

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