Bolsonaro não chorou quando a covid devastou o Brasil.
Não chorou quando brasileiros morriam asfixiados.
Não chorou quando a falta de oxigênio sufocou Manaus.
Não chorou quando covas coletivas foram abertas.
Não chorou quando pais, mães, filhos, irmãos deram adeus à distância a parentes queridos.
Não chorou o avanço fúnebre de contadores de destinos, futuros e vidas ceifados pela pandemia.
Não. Debochou. Tripudiou. Ridicularizou.
Indicou remédio inútil, zombou dos doentes, desdenhou do vírus, saiu às ruas, espalhou a doença.
Agiu pela morte. E dela extraiu, sadicamente, razões para sorrir.
O choro cínico e ególatra pela iminência da prisão merecida vale tanto quanto ele - nada.
Se Bolsonaro chora, o Brasil vive - e a cadeia consola quem tanto fez o país sofrer.
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