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A operação do Ministério Público de São Paulo que prendeu o ex-número 3 da Secretaria da Fazenda, André Weiss, e o advogado João Buttini expõe a gravidade da corrupção na gestão Tarcísio de Freitas. O esquema envolvia propina de R$ 13,6 milhões para agilizar créditos tributários, com entregas em dinheiro vivo dentro de mochilas. Tarcísio classificou absurdamente o caso como "fatos isolados", uma tentativa de minimizar um problema sistêmico. Esta é ao menos a terceira operação deflagrada contra a Sefaz em sua gestão (Ícaro, Mágico de Oz e Fisco Paralelo), com cerca de 40 servidores investigados. Sua fala de que "não vamos tolerar desvios" soa vazia diante da sucessão de escândalos. O próprio Weiss havia sido nomeado para substituir outro servidor já sob suspeita, evidenciando falha nos mecanismos de controle. E só foi afastado em maio, quando as investigações já avançavam. Diante de um esquema bilionário enraizado na cúpula da Fazenda, a atitude de Tarcísio revela fraqueza e conivência com um megaesquema de corrupção no interior do seu governo.

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