Essas eleições já tem os caminhos bem definidos: o comprado, o apaixonado, o indignado e o desolado.
O cidadão comprado é o de Lula. Bolsa Família, Vale-Gás, Luz para Todos e tantos outros benefícios que você paga, custeando, por vezes, a vagabundagem dos outros.
O cidadão apaixonado é o de Flávio Bolsonaro. Não interessa o que Flávio faça ou se mostre contra ele. Se amanhã ele agredir uma idosa, vão dizer que é Inteligência Artificial, conspiração externa ou que quem denunciou o absurdo é petista.
O cidadão indignado está consolidado com Renan Santos.
Faltava o desolado, o desalentado. Aquele que não está a fim, que perdeu a esperança, o interesse e a paciência. O desolado, o desanimado, o desencantado, o desacreditado, o desengajado. Este fechou com Augusto Cury.
É o voto de quem não depende da política, de quem tem a vida garantida fora dela. Isso não é necessariamente um xingamento, é uma constatação: quem não depende da política não se importa com ela. Não acompanha, não se informa e não sabe que o Brasil pode ser entregue a um ladrão declarado e a outro que, até então, saiu pela tangente.
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