A última rodada BTG/Nexus entrega um sinal político que autoriza o nosso campo a um otimismo muito bem fundamentado. O salto de Cury de 2% para 11% causou barulho, mas o dado decisivo é a assimetria dessa migração: dos 9 pontos conquistados pela nova candidatura, 4 vieram diretamente de Flávio e apenas 2 de Lula, que oscilou de 41% para 39% e manteve seu piso histórico intacto. Enquanto a esquerda preserva sua espinha dorsal sem sobressaltos, a direita sangrou o dobro, mostrando que Cury não avança sobre a nossa base, mas canibaliza o voto conservador fatigado do extremismo estridente do clã Bolsonaro. Eleição se ganha nas urnas e exige disciplina militante até o último voto, mas o xadrez atual aponta que nosso campo segue ancorado e coeso, enquanto a oposição racha internamente para disputar um espólio que já não pertence a um único dono.
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