Há dores que merecem respeito justamente porque são íntimas demais para virar instrumento de campanha. Por isso, me incomodou ver Raquel Lyra transformar, mais uma vez, a morte de Fernando em elemento central de sua narrativa eleitoral. Não questiono a dor, a saudade ou a história de superação. Questiono a escolha de levar uma tragédia familiar para o horário eleitoral como recurso de comoção. Política deveria disputar o futuro, não explorar as feridas mais profundas do passado para conquistar votos.
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