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A Justiça Eleitoral determinou que a PF investigue a única foto conhecida do panfleto que atacava Raquel Lyra, buscando esclarecer quem produziu o arquivo, quando, onde e se houve montagem ou manipulação digital. O prazo para entregar o arquivo original e seus metadados venceu. A resposta do Bastidor . PE foi recorrer ao TRE blindando-se alegando sigilo de fonte. O sigilo de fonte é uma garantia constitucional inegociável, mas não pode ser instrumentalizado como salvo-conduto para esconder fraude ou blindar mentira. Proteger quem enviou a informação é um direito; impedir a checagem técnica sobre a própria existência do fato é outra história. Se o material é legítimo, a perícia da PF seria a maior aliada do próprio portal. A recusa sistemática em comprovar a autenticidade do arquivo não protege o jornalismo e, pior, alimenta a desconfiança. Em ano de eleição, material apócrifo de origem turva é ferramenta de interferência no voto. Por que tamanho medo de provar que a imagem é real? Exigir perícia técnica em uma prova questionada é o limite elementar entre o dever de informar e a conivência com a desinformação.

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