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Alícia Valentina entrou no banheiro da escola como qualquer criança de 11 anos. Do outro lado, quatro colegas a esperavam. O primeiro golpe veio do garoto rejeitado, inconformado com o “não” que ouviu. Depois, outros se juntaram. O barulho das agressões abafou a voz de uma menina que só queria preservar sua inocência. Minutos depois, o silêncio tomou conta. E com ele, a tragédia: um traumatismo craniano que roubou uma vida que mal havia começado. Essa cena não é ficção. Aconteceu em Belém do São Francisco (PE). Uma criança morta por dizer “não”. Outras crianças transformadas em instrumentos de barbárie. Não é apenas sobre violência infantil, é sobre a cultura machista que nos atravessa e que ensina meninos a achar que têm direito ao corpo das meninas. É sobre uma sociedade inteira que falhou em educar para o respeito, para a igualdade, para o valor de um limite. O luto por Alícia precisa ser luta. Por justiça, por memória e por todas as meninas que ainda estão vivas e que merecem crescer sem medo. #JustiçaPorAlícia #NãoÉNão #ParemDeMatarNossasMeninas

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