Fachin fez o que precisava ser feito: colocou freio na escalada de decisões conflitantes dentro do próprio STF.
Ao suspender as decisões de André Mendonça e Flávio Dino, ele não está dizendo quem tem razão no mérito das investigações do Banco Master. Está tentando impedir que ministros da mesma Corte produzam decisões que se sobreponham e entrem em choque enquanto há questões pendentes de julgamento.
Mas é preciso dizer também: Fachin demorou. E ficou feio.
Essa crise já havia ganhado proporções enormes e exposto publicamente uma disputa interna que não deveria chegar a esse ponto. O STF não pode parecer uma arena onde ministros travam uma queda de braço por meio de decisões judiciais.
A autoridade de uma Corte não está apenas no poder de decidir. Está também na capacidade de preservar sua própria institucionalidade.
Ministros passam. O STF fica. E quanto antes todos entenderem isso, melhor para a democracia.
Thread
Nenhum Voo ainda