O padre Fábio de Melo foi às redes sociais reclamar do preço de um doce de leite em uma unidade da Havanna, em Joinville.
Fez vídeo, citou o Código de Defesa do Consumidor, se colocou como justiceiro da vez. O vídeo viralizou.
O resultado? O gerente Jair Aguiar foi demitido.
Defender seus direitos é legítimo.
Mas usar milhões de seguidores para expor publicamente um trabalhador, num claro desequilíbrio de poder, não é justiça — é vaidade com filtro de indignação moral.
Curiosamente, o mesmo padre que fez escândalo por um doce de leite sequer usou suas redes para lamentar a morte do Papa Francisco.
O líder máximo da Igreja, símbolo de humildade e justiça social, recebeu silêncio.
Mas o doce de leite, esse mereceu reels, stories e polêmica.
Fé que vira espetáculo e influência que ignora compaixão mostram como até figuras religiosas podem se perder na busca por curtidas.
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