A memória de João Cândido, o nosso Almirante Negro, obteve uma grande vitória. O atual comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, foi condenado a pagar R$ 200 mil por chamar os líderes da Revolta da Chibata de "abjetos", um desrespeito com a história do Brasil e com a luta antirracista. O recurso será destinado a projetos que preservem a memória de João Cândido. Foram mais de cem marinheiros presos por se insurgirem, em 1910, contra as chibatadas que recebiam, verdadeiras torturas, em um Brasil que já havia, em tese, abolido a escravização. Eternizado na letra de Aldir Blanc para a melodia de João Bosco, o "Mestre-Sala dos Mares", João Cândido morreu pobre e foi, por muitos, esquecido. Um Projeto de Lei na Câmara visa incluí-lo no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria e contou com a fúria dos bolsonaristas... e do atual comandante da Marinha. Independente se o projeto for aprovado, ou não, é preciso dizer: João Cândido HERÓI DA PÁTRIA, ícone da luta contra o racismo e contra a opressão no Brasil, e é assim que ele deve ser lembrado.
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