Essa é Raquel de Souza Lopes, de 52 anos, condenada a 16 anos e 6 meses de prisão pelo STF
A catarinense, que é avó de duas meninas, esteve Brasília no dia 8 de janeiro de 2023 e foi presa durante ação do exército.
Ela relatou à Bureau Comunicação o que passou na cadeia. Segue um pequeno trecho:
“Já na delegacia avisei que tomo remédios controlados de uso contínuo (gabapentina, ritalina, entre outros) para um problema neurológico. Avisei também no presídio, mesmo assim não deixaram entrar a ritalina. A gabapentina entrou somente depois de três (3) meses. Tudo era uma burocracia. Passei muito mal, não conseguia dormir por causa do problema neurológico e pela tortura emocional em que fui submetida pelo sistema. Até hoje não consegui ainda voltar ao normal. Tive que abandonar o tratamento.
Fui para uma ala com 172 patriotas, com um único vaso sanitário, onde fazíamos a nossa necessidade e, ainda, estava entupido. Tivemos que fazer as nossas necessidades em sacos plásticos. Para o banho, tínhamos dois chuveiros, num verão atordoante de Brasília, o que resultava numa espera de até quatro horas na fila.
Vi muitas pessoas passando mal na ala, algumas desmaiavam por desnutrição, outras por pressão alta, outras por problemas de saúde que não estavam sendo tratados”.
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