Mauro deu um beijo na filhinha e em sua esposa antes de sair de casa para trabalhar, como fazem os brasileiros de bem. Sua família o aguardava em casa para almoçar, quem sabe ir ao cinema e dar uma voltinha na praça ao final da tarde. Enfim, Mauro era um pai comum, como tantos outros.
No entanto, na profissão de Mauro, a estatística é brutal. Todos os anos, dezenas são mortos no exercício da profissão no Rio de Janeiro.
Dessa vez, Mauro não voltará para casa. Ele está morto. A ocorrência se deu na manhã deste domingo (7/7). O sargento Mauro, com apenas 43 anos, estava na Corporação desde 2002. O policial deixa uma esposa desolada e uma filha que jamais esquecerá o último beijo do pai.
Teremos três dias de luto? Não.
Milhares de militares em seu sepultamento? Não.
Reportagem especial na Globo, no Fantástico? Nem pensar.
Uma lei em seu nome com medidas de proteção à atividade policial? Não teremos.
Consternação da sociedade? Bobagem. Ninguém liga de verdade.
Estamos em guerra e não podemos gritar, muito menos lutar.
Em 2023 foram 44 agentes assassinados. Tratados como números.
Na terça-feira,9 de julho, ninguém lembrará de Mauro, sua esposa e filha além dos seus amigos e familiares.
Triste.
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