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Vejo muitos perfis grandes falando de "teatro" por conta desse encontro. Acredito que estejam enganados. Em uma situação normal, a comissão seria recebida pelo presidente do STF para um café e nada além disso. Mas, como vemos, Alexandre de Moraes foi chamado por Barroso para estar presente na reunião com a CIDH. Isso tem um simbolismo, um apelo. Observem o desconforto e o nítido constrangimento de Moraes. Não há clima de confraternização, pelo contrário, todos na sala estão tensos. Mas, para os grandes perfis do X, é mais cômodo apostar no "vai dar em nada". Ignoram que a CIDH também está em uma situação extremamente delicada. Eles sabem que Alexandre mexeu com dois gigantes, Trump e Elon Musk. Sabem que tentar salvá-lo pode custar suas próprias cabeças. O caso da USAID é um bom exemplo do que pode acontecer com a CIDH. Para quem entende minimamente a vaidade dos poderosos, a imagem de Alexandre sentado no "banquinho do pensamento", sem conduzir a reunião, na posição mais frágil entre todos os presente, ou seja, como "investigado", é algo terrível na imagem dele. Os assessores de gabinete, os policiais federais envolvidos... Podem imaginar o "barata voa" que está ocorrendo internamente? Agora, a comissão ouvirá as vítimas de Moraes. Serão quatro dias ouvindo tudo o que foi feito nesses últimos anos. Não é pouca coisa e, claro, tudo com farta documentação e provas materiais. O relator pode tentar salvar Moraes? Pode. Mas não sem colocar a cabeça da CDIH a prêmio. Portanto, antes de esvaziar esse momento importante taxando-o de "circo", talvez seja melhor parar e analisar com calma, sem tanta pressa, sem tanta paixão por curtidas vazias. Deus é bom.

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