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Leiam o que escreve Edinho Silva. Sendo assim, estão tentando reeditar a farsa da camiseta do PT nos sequestradores de Abílio Diniz no dia do 2° turno de 1989: *Armação policial e fake news: denúncia aponta que PMs de São Paulo forjaram flagrante, obrigando jovens detidos a vestirem camisetas do PT para manipular as eleições.* O Partido dos Trabalhadores acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral para investigar um caso grave de manipulação política e abuso de autoridade envolvendo a Polícia Militar de São Paulo e o senador recém-eleito Guilherme Derrite. Um vídeo publicado com grande repercussão nas redes sociais do parlamentar mostra três jovens negros — incluindo um menor de 17 anos — presos por tráfico de drogas em Piracicaba. Nas imagens, os detidos aparecem algemados e vestindo camisetas absolutamente idênticas com mensagens de apoio a Lula, em uma clara tentativa de associar o crime à candidatura do PT. A narrativa, no entanto, foi desmentida pela própria mãe do adolescente apreendido. Em entrevista a uma emissora de TV local, ela afirmou categoricamente que os jovens não usavam aquelas roupas no momento da abordagem policial. Segundo o relato, os próprios policiais militares teriam obrigado os rapazes a vestirem as camisetas após já estarem rendidos. O objetivo da fraude seria produzir um vídeo falso para inflamar as redes sociais e prejudicar a campanha do PT às vésperas do segundo turno. Além da montagem do cenário, o caso envolve graves denúncias de violência. A mãe relatou que os policiais agrediram fisicamente os jovens durante a ação e chegaram a empurrar sua filha de apenas 14 anos, ameaçando os familiares que tentaram acompanhar a abordagem. Diante do uso do vídeo por Derrite e outros políticos aliados para influenciar o eleitorado, o PT pediu que a Polícia Federal entre no caso imediatamente. O partido quer a abertura de um inquérito para investigar a fraude eleitoral (produção de fake news) e os abusos cometidos contra o adolescente. Para esclarecer o escândalo, a denúncia exige que as autoridades ouçam a mãe das vítimas, os policiais militares que forjaram a gravação e o senador Guilherme Derrite, que terá que explicar de quem recebeu o material fraudulento e se tinha conhecimento da armação quando decidiu publicá-lo na internet.

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