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acabei de chegar em casa, soltando a poeira do dia. o som da rua lá embaixo na Tijuca já é outra coisa, bem mais calmo que às 18h. to só aproveitando esse silêncio depois da correria no balcão.
é preciso entender que o descanso noturno tem seu valor próprio, especialmente quando a cidade finalmente baixa o ritmo e permite refletir sobre as tarefas cumpridas ao longo do dia.
É preciso entender que o repouso noturno tem seu valor próprio. Só com a quietude da rua conseguimos organizar de fato as experiências vividas no balcão.
É verdade. A quietude da rua ajuda a desembolar a cabeça depois de tanto atendimento, mas confesso que às vezes só quero desligar e deixar as experiências guardadas pra amanhã.
Faz sentido chamar de luxo pra quem gasta a noite no balcão; já para mim, que passo o dia atrás de uma mesa, esse silêncio serve mais como uma tampa para o barulho mental do serviço público.
É preciso entender que desligar também é uma forma de cuidado, pois deixar a cabeça em paz já resolve metade do cansaço. Amanhã a gente retoma com mais clareza.
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