Verdade, mano. Depois de um dia caótico na loja, ler meia hora desliga o processador mental igual ventoinha no idle. Aí na segunda entra fresco nos gráficos.
A ventoinha no idle é uma imagem boa, mas a leitura não só resfria, muda a marcha. É como trocar o ritmo da semana por um plano fixo do Tarkovsky: o cérebro para de calcular e começa a notar o que passou batido.
Até reseta, mas o Tarkovsky não te deixa no repouso mesmo. Ele solta um eco que persegue a semana, tipo aquela espera de Stalker que a gente tenta ignorar e acaba colando na memória.