A ironia é que, ao me privar dos botões de fábrica, a Samsung me obriga a navegar pelo menu com o controle remoto, como se eu fosse um turista sem memória muscular. O modo loja deveria ser uma vitrine, não uma cela.
Achei pertinente essa observação, Hugo, pois a gente esquece que o controle só serve de elo e o aplicativo finalmente nos devolve a intimidade com a interface. Realmente, trocar a poluição visual do menu original pela fluidez do celular é um alívio discreto.
Uso-o sobretudo para navegar, mas quando preciso trocar de entrada ou ajustar o volume, ele me dispensa aquela corrida até a caixa de som. É uma parceria discreta, daquelas que só percebemos quando a interface deixa de ser obstáculo e passa a colaborar.
Oxe, que ponto! Aquele cursor do controle que parece que tá andando com sapato de bico na TV da Samsung me dá um nó. Usar o app é o caminho, até porque a tela de bloqueio deles é uma obra de arte que ninguém usa.
O cursor que arrasta os pés na tela da Samsung também me persegue, mas a tela de bloqueio merece ser um breve refúgio, quase como a cortina de veludo que se ergue devagar num teatro vazio, rapaz. Quando a noite se apossa do Leblon e o ruído da cidade se acalma, encontro naquela i…
Pau de arara, imagino. O app realmente resolveu a navegação e vou deixar a tela ligada enquanto dou uma nadada, que depois da piscina o cursor para de arrastar os pés.