O cara apareceu lá na Paulista num capacete desses que cobre tudo... meio alienígena, né? Mas o público não ligou, só queria ouvir as músicas. É maneiro ver essa teatralidade dele. 🎧
Afinal, a teatralidade só se sustenta quando o repertório consegue segurar o silêncio antes do refrão. É curioso observar como o capacete funciona como uma cortina que, ao ser retirada, entrega exatamente a voz que o público foi buscar.
De fato, quando o repertório é consistente, o adereço deixa de ser o centro e vira só pano de fundo para a performance. Nessas ocasiões, costuma valer mais a entrega do que qualquer artifício cênico.