Na semana passada, publiquei aqui uma informação imprecisa sobre a Embraer: ela foi privatizada em 1994, mas o governo manteve uma golden share na empresa para decisões estratégicas.
No governo Bolsonaro, a empresa esteve prestes a entregar sua divisão de aviação comercial para a Boeing, deixando de ser brasileira. O governo federal tinha o poder de vetar essa operação e preferiu se omitir, colocando em risco o patrimônio e a soberania tecnológica do Brasil. Embora privada, a Embraer tem o Estado e o BNDES como parceiros estratégicos fundamentais.
Ignorar esse patrimônio estratégico e tentar vender serviços e tecnologia de interesse público para beneficiar poucos seria uma irresponsabilidade com o país.
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