Extremistas sionistas, dentro e fora do governo de Benjamin Netanyahu, chegam a orgulhar-se da matança, justificando-a como combate ao “terrorismo”. E até mesmo o assassinato de milhares de crianças é apresentado como a eliminação de “futuros terroristas”.
O que aconteceu em Gaza é interpretado, às vezes, como um experimento do Império decadente – um genocídio transmitido globalmente em tempo real como uma advertência a todos. A mensagem é algo como: vejam o que pode acontecer a povos não-brancos que resistirem às pretensões imperiais do Ocidente.
Inevitavelmente, o apoio político, econômico e militar a Israel por parte dos Estados Unidos e da maior parte da Europa cobra um imenso preço político. Ninguém acredita mais na existência de um Ocidente de princípios e valores. Essa imagem, antes tão forte, foi destruída em nome da defesa de Israel.
Paulo Nogueira Batista Jr.
(trecho do artigo “A era do obscurantismo”)
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