Em fevereiro, a Acadêmicos de Niterói decidiu homenagear Lula no Carnaval do Rio. Meses antes do início oficial da campanha, com recursos e estrutura pública em volta. O NOVO disse na hora o que era: propaganda eleitoral antecipada, e protocolou representação no TSE. Neste sábado (8), assim que Lula formalizou o registro da candidatura à reeleição, o partido entrou com a Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra ele e contra Geraldo Alckmin, por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
"Trata-se de um episódio emblemático de abuso de poder econômico, em que recursos e estrutura do Estado foram colocados a serviço da candidatura de Lula meses antes do início oficial da campanha", afirma o presidente do NOVO, Eduardo Ribeiro. "É inaceitável que fique por isso mesmo." O partido anunciou em fevereiro que a ação viria no momento em que a candidatura fosse oficializada. Foi oficializada. A ação veio.
Na AIJE, o NOVO pede a cassação do registro de candidatura e a declaração de inelegibilidade do presidente. A ação se soma à representação já em curso no TSE e às medidas em andamento no TCU sobre o mesmo episódio.
A lei eleitoral tem que valer para todos, inclusive para os intocáveis, acostumados a sambar na cara do povo.
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