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A moeda nos dias de hje não possui lastro real, conexão direta com ativos reais. A base do sistema monetário é a dívida/crédito, ou seja, uma promessa de pagamento. Por isso, a moeda é descrita como fiduciária (fiat), pois promessas são baseadas em crédito e confiança em um pagamento futuro. E o que sustenta o valor da moeda é justamente a confiabilidade nesses recebimentos futuros. A expansão da moeda fiduciária, geradora de inflação, aconteceu ao longo de todos esses anos majoritariamente pela expansão do crédito, que necessariamente envolve credores e tomadores entrando em acordos/contratos. O preço desses contratos é justamente a taxa de juros negociada entre ambos. Juros baixos estimulam os atuais contratos a permanecerem abertos; estimulam até mesmo a criação de novos contratos. Já os juros altos estimulam exatamente o contrário. Logo, na medida que os juros vão subindo, mais e mais créditos previamente criados vão deixando de existir. Ocorre com os contratos em aberto o que chamamos de liquidação, seja por escolha do tomador (que não quer ou nao consegue mais servir sua dívida) ou por exigência do credor (que não deseja rolar o crédito adiante). Dito isso, que conclusões podemos tirar sobre o futuro dos preços e da economia? Seguiremos expandindo ou há risco de contração? Com @luizferoxo e @FelipeSestaro para o @irontalksbr podcast.

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