Acho engraçado como tem gente que se dói MUITO quando alguém fala qualquer coisa minimamente negativa sobre os EUA.
Num vídeo que postei recentemente com o @erickwendel_, no meio da conversa eu comentei sobre o imperialismo cultural que os EUA exercem sobre o Brasil e outros países.
Resumindo: essa visão que a gente tem dos EUA como lugar foda não é coincidência, é proposital. Há décadas eles exportam cultura e estilo de vida de várias formas, de maneira intencional.
Por que a gente cresceu ouvindo a música de lá, assistindo os filmes de lá, consumindo o que vem de lá?
Reparar isso não é ser contra os EUA. Não tem nada de ideológico em notar que um país investe bilhões, há décadas, em exportar sua cultura, porque isso amplia influência, abre mercado e vende um estilo de vida junto com o produto. Isso é estratégia de soft power, documentada e estudada, não teoria da conspiração.
O problema é que, no Brasil, qualquer observação nesse sentido vira automaticamente "viadagem de esquerda" ou "discurso de treta político", como se analisar geopolítica cultural fosse patrimônio de um lado só.
Dá pra reconhecer que os EUA fizeram (e fazem) isso muito bem, e ao mesmo tempo admirar coisa boa que vem de lá. As duas coisas cabem na mesma cabeça.
Uns tempos atrás, ouvi um podcast muito foda chamado Wind of Change. É um podcast investigativo que mergulha em uma teoria maluca da conspiração que diz que a musica Wind of Change, dos Scorpions, foi escrita pela CIA pra servir como propaganda cultural e acabar com a Guerra Fria contra a União Soviética.
O jornalista mergulha nesse universo de exportação cultural que os EUA já fazem há muito tempo, analisando fatos do começo do século 20.
É um dos melhores podcasts que já ouvi, vou deixar o link aí no próximo post.
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