O TEMPO PASSA, AS CONVICÇÕES FICAM
Em 2009, a bancada bolsonarista tentou cassar meu mandato de ministro do Meio Ambiente porque participei da Marcha da Maconha, como faço todos os anos e continuarei fazendo.
Fui inquirido duramente e queriam me cassar por apologia. Na verdade, estavam incomodados com outras coisas: as ações contra o Boi Pirata, o combate às térmicas a carvão e o avanço da Lei do Clima, que a turma reaça do agro nem queria ouvir falar.
Na época, quem me defendeu foi o Luiz Roberto Barroso, então professor da Uerj e procurador do Estado do Rio. Ele falou claramente que o STF havia autorizado a Marcha, e que eu não só podia participar, como tinha o dever de defender uma política democrática de drogas.
Foi o que eu fiz. Calei a boca desses reaças hipócritas da Bancada da Bala e segui até o fim no meu cargo de ministro.
Já fui à Marcha da Maconha como deputado, secretário e ministro.
Mudo o cargo. Não mudo a pessoa.
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