GEÓGRAFOS PELA MUDANÇA SUSTENTÁVEL
Gostei muito do debate com os alunos de Geografia da Uerj sobre sustentabilidade. Lembramos muito do nosso grande companheiro que já partiu, o Milton Santos, com quem fizemos tantas coisas juntos.
Os alunos e professores fizeram muitas perguntas sobre os resultados do ICMS Verde aqui no Rio, que foram ótimos. Em oito anos, o Rio de Janeiro passou do maior estado desmatador da Mata Atlântica, segundo o Inpe, para o menor desmatador. Claro que não foi só produto dessa lei, foram várias outras ações combinadas.
Houve muito interesse também sobre a questão dos geógrafos no Inea, no ICMBio e sobre os concursos. Lembrei quando houve a descentralização parcial do licenciamento ambiental para os municípios. Definimos que os municípios poderiam assumir licenças de pequeno ou médio porte na proporção do tamanho do seu quadro técnico, incluindo biólogos, geógrafos, engenheiros florestais, profissionais de várias atividades ligadas ao meio ambiente, economistas ambientais e demógrafos.
E por conta disso, em quatro anos, 41 municípios do Rio contrataram 1.100 profissionais da área ambiental para reforçarem os quadros de suas respectivas secretarias de Meio Ambiente e, assim, se habilitarem a poder licenciar empreendimentos de baixa ou média complexidade.
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