O DIREITO AO SILÊNCIO E À SEGURANÇA
Hoje (30/8), estivemos mais uma vez ao lado das associações de moradores de diversos bairros, como Jardim Botânico, Humaitá, Leblon, Lagoa e Urca, cobrando o cumprimento da ação ajuizada pelo procurador federal Sérgio Suyama para regulamentar e fiscalizar os voos de helicópteros no Rio. A proposta é acabar com os sobrevoos sobre áreas residenciais e adotar rotas sobre o mar.
Em 2012, quando eu era secretário estadual de Meio Ambiente, apoiei a mobilização dos moradores que levou ao fechamento de helipontos usados para voos turísticos no Pão de Açúcar, no Morro Dona Marta e na Lagoa.
Mais de uma década depois, o problema continua e o TAC que firmamos em 2024 foi descumprido. Somente em alguns pontos da Praia Vermelha os helicópteros deixaram de subir colados ao morro, e no Joá, onde passaram a fazer o percurso pelo mar, mas nos demais bairros, nada mudou.
Além disso, mais duas regras do TAC estão sendo desrespeitadas: a proibição de voos simultâneos nessas áreas e a determinação que os helicópteros tenham transponder, o que permite o monitoramento das aeronaves pelas torres de controle.
São cerca de 1.800 pessoas que fazem passeios de helicóptero por ano, enquanto cerca de 400 mil moradores sofrem com o barulho. E os acidentes recentes mostram que não é apenas uma questão de poluição sonora, há risco real para a segurança da população.
O céu do Rio não pode ser terra sem lei. Fiscalização, segurança e respeito à população têm que vir primeiro.
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