Henrique Meirelles

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Henrique Meirelles

Henrique Meirelles

@meirelles

Ex-secretário da Fazenda de SP, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central

Brasília, Brasilwww.henriquemeirelles.com.brIngressou em junho de 2026
O arcabouço prevê que a despesa vai crescer acima da inflação todos os anos. Portanto, parece difícil que o governo consiga produzir superávits e atingir a meta prevista. Nas simulações feitas até agora por colegas economistas, o superávit não é atingido.
Mesmo com o correto discurso do ministro Fernando Haddad, apontando na direção da responsabilidade fiscal, é compreensível o mau humor do mercado na primeira semana do governo Lula.
É com muita esperança que desejo a todos um feliz 2023. Estaremos juntos em mais um novo ano, acompanhando e torcendo por um país melhor e mais justo. Muita paz, saúde e vamos em frente!
Ao conceder essa isenção para forçar uma queda nos índices oficiais de inflação, o atual governo apenas buscou estancar a sangria de votos na campanha eleitoral.
Não prorrogar a isenção de impostos sobre combustíveis para 2023 é um exemplo de decisão que pode ser impopular, mas é absolutamente acertada ao priorizar a responsabilidade fiscal sobre o interesse eleitoreiro.
Para o país crescer, é necessário confiança na economia. E confiança se ganha com credibilidade na política econômica. É isso que traz crescimento do PIB, emprego e renda.
Para garantir o equilíbrio fiscal e os investimentos sociais que precisam ser feitos, o futuro governo deveria promover um corte de gastos substancial.
A saída existe e reside no equilíbrio entre responsabilidade fiscal e social. Tenho plena confiança que, formando um equipe experiente, o novo ministro terá as condições para cumprir a sua missão.
Felicitações ao amigo @igoldfajn, primeiro brasileiro a comandar o BID. Sua eleição, com mais de 80% dos votos, é um reconhecimento à sua extrema capacidade e à experiência de quem serviu a diversos governos e organismos internacionais. É uma vitória para o país inteiro.
Primeiro porque o mercado é muito maior que a Faria Lima. Ele inclui desde o grande investidor ao padeiro do interior da Bahia, que, quando sente confiança na economia, contrata mais um ajudante e compra um novo forno.
Abrir uma excepcionalidade já no primeiro ano da nova administração não fere essa lógica. Ela é necessária porque o Orçamento aprovado para 2023 não contempla os gastos que foram criados. E seria impensável o corte do Auxílio de R$ 600 no momento de crise que atravessamos.
Não existe contradição entre responsabilidade fiscal e responsabilidade social. Para cumprir integralmente uma política social, é preciso gerar emprego e renda. E, para isso, tem que haver um direcionamento claro do governo pela sustentabilidade dos gastos públicos.
Mesmo antes de assumir, o novo governo enfrenta o desafio de negociar um Orçamento que, claramente, não reflete hoje as reais necessidades do País. Um Orçamento em que não constam despesas necessárias, óbvias e fundamentais, como a manutenção do Auxílio em R$ 600.
O que o atual governo fez foi ceder ao Congresso grande parte do seu poder decisório sobre o orçamento. E o fez para tentar garantir a permanência no poder.
Na medida em que você tira da população o direito de saber onde esses recursos estão sendo investidos, tira a transparência desse processo, abre a possibilidade de contrariar os interesses do povo, na aplicação dessa verba.
O orçamento secreto é negativo para a boa governança do setor público brasileiro . Em uma democracia, a gestão do dinheiro público precisa ser feita com respeito e com transparência. Recompor isso deve ser uma das grandes missões do governo que assume em 2023.
Um dos desafios do novo governo será criar as condições para que o Banco Central possa baixar os juros. No momento em que houver uma política econômica com responsabilidade fiscal e direcionamento claro, estarão criadas as condições para que a taxa básica de juros caia.
É com grande alegria que cumprimento @LulaOficial pela vitória histórica nesta eleição para a Presidência do país. Desejo sucesso com medidas que restaurem a confiança na economia e melhorem a vida dos brasileiros.
O que @Lulaoficial sinalizou no evento do Teatro Tuca, na segunda-feira, foi a disposição de fazer um governo aberto, que ouve todos os lados, e centrado no equilíbrio entre responsabilidade fiscal e social.
Abrir uma excepcionalidade constitucional para permitir o custeio de benefícios sociais e investimentos em 2023 não significaria uma "licença para gastar", mas sim uma forma ordenada de se reorganizar as contas do governo, mantendo o compromisso com a responsabilidade fiscal.
Apoio a candidatura de @LulaOficial porque a minha experiência nos oito anos do governo dele foi de boa gestão e resultados excepcionais na economia, com a criação de milhares de empregos e crescimento de 4% ao ano em média do país.
Para isto é necessário que sejam feitas reformas. Defendo uma reforma administrativa bem feita, como ocorreu em SP, quando fui Secretário da Fazenda.
Tudo isso é possível de ser feito. Mas é extremamente importante que, em 2024, o governo implemente regras fiscais que permitam recursos a programas sociais e de infraestrutura e gerem confiança na economia.
Na minha avaliação, esse rombo está muito mais próximo de R$ 400 bilhões, como estimam entidades independentes, do que dos R$ 150 bi que o atual governo está calculando.
Falei sobre isso hj no @estudioi. Para lidar com essas despesas sem penalizar a população mais pobre, dependente de benefícios previdenciários e do salário mínimo, será essencial criar excepcionalidades na regra fiscal atual.
Para dimensionar essas excepcionalidades, será preciso também avaliar os efeitos das várias medidas que violaram o teto fiscal no atual governo, como a PEC Kamikaze, o calote dos precatórios. Só assim será possível saber o tamanho do desafio.
Uma das primeiras missões que o próximo governante do país terá que enfrentar em 2023 será avaliar o real tamanho do rombo orçamentário que o aguarda.
Para o governo, isso permitiria acomodar os R$ 100 bilhões adicionais de gastos criados em meio ao esforço eleitoral que estão fora do Orçamento. E criaria um "freio" no crescimento das despesas atreladas ao salário mínimo.
Hoje, salário mínimo e benefícios previdenciários são corrigidos pela inflação do ano anterior, usando o INPC como base. Assim, o poder de compra perdido com a alta dos preços no período é reposto.
A ideia do plano negociado pelo atual governo é fazer esses reajustes não com base na inflação do ano anterior, mas na meta da inflação. Se o governo não cumprir a meta, a correção ficará abaixo da inflação.
Nas conversas com investidores repito que, na minha opinião, um eventual governo Lula vai priorizar as responsabilidades fiscal e social dentre as alternativas propostas pelos diferentes grupos de economistas. Outras interpretações das minhas falas são puro ruído.
Com um rombo orçamentário de, no mínimo, R$ 63 bilhões - resultado das promessas de manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600 e do pagamento de 13º às beneficiárias do programa - será necessário criar uma excepcionalidade fiscal em 2023 para fechar as contas.
Mas a perspectiva para 2023 é de crescimento quase zero e inflação ainda alta. Com estes gastos, pode ser pior. Não é um bom caminho para recuperar confiança.
O Brasil precisa recuperar a confiança do mercado internacional. A inflação está caindo e o PIB crescendo por medidas artificiais tomadas pelo governo.