Marcelo D. Macedo

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Marcelo D. Macedo

Marcelo D. Macedo

@mdavidmacedo

Todo mundo vai ouvir, todo mundo vai saber | Jornalista e roteirista | Vasco da Gama

instagram.com/mdavidmacedoIngressou em junho de 2026
O que a Quaest está dizendo é que eleição é coisa muito séria e um mês é muito tempo. Que oba-oba e salto alto não viram voto, e entrega sem novas propostas não convencem o eleitor médio. Talvez seja a eleição mais importante da história republicana. Levar a sério é de bom tom.
Outra do pós-JN é a qualidade dos cortes selecionados por perfis de esquerda nas redes sociais, que ilustra o tamanho do problema que o campo enfrenta. Quase todos se comunicam como se ainda fosse 2010. Piora bastante no período eleitoral.
Isso é o que dá normalizar a participação política de uma família que sempre cumpriu as violências que prometeu, incluindo mortes, e que só não foi além ao ser impedida por um quase-acaso de civilidade. Parece que ninguém aprendeu.
Os candidatos irão cada vez menos a debates políticos na TV. E a profusão de podcasts histriônicos, os cortes acelerados, os 30x1, tudo isso ajuda a esgotar de vez um formato que já vinha em crise.
E vou voltar ao tema rapidinho. Toda violência sofrida por profissionais do carnaval tem influência direta de colegas do meio que falam mal através da fofoca, do leva-e-traz e dos fakes que fazem escondidos pra dizer o que jamais diriam de cara limpa. Eu tenho uma lista aqui rs
Às vezes me pego pensando no que o Gerson deve sentir pelo pai. Porque se o Marcão é claramente tão dissociado da realidade, o filho parece saber bem o que perdeu. Numa decisão de ambos, vale dizer, pois todos adultos.
Não se pode ignorar que quem causou essa aberração no debate sobre o voto do RJ pro Senado foi a própria (centro-)esquerda fluminense. A principal candidata do estado já está no palanque com o sujeito que, além de ruim de voto, é notório e confesso espancador de mulheres.
Os problemas do Vasco são muitos, alguns insolúveis, mas um dos maiores é a passividade da diretoria. A inação comunica conformismo, e se eles não se importam ou não acreditam, por que torcida ou imprensa deveriam fazê-lo? Por isso, e pelo cansaço, cada vez mais gente se afasta.
A vida tem dado uns sacodes e eu venho pensando muito no tempo. Em como ele mantém contínuos processos de cura e de dor. Tempo que renova e reafirma pessoas e caminhos, alegrias e traumas, tudo isso sem parar, soberano e inapelável. Ainda bem que ele passa, e que pena também.
De que adianta se o impedimento semiautomático do Brasileirão registra a linha, mas, ao contrário do da Copa do Mundo, não mostra o frame do toque na bola? A CBF acha mesmo que é tão confiável assim?
O incômodo ao encontrar um erro grave de português no texto de um grande veículo jornalístico. No instante seguinte, o alívio resignado ao pensar que um humano imperfeito o escreveu. Viramos isso.
Um dia vão me perguntar sobre os piores jogos que já vi, e o de hoje será lembrado. Mais de duas dezenas de jogadores incapazes de acertar três passes. Todos estão ricos.
Nosso jeito de lidar é fazendo piada e aí vai de cada um, mas fora todo o resto sobre ontem no Rio, duas pessoas morreram. E o alerta à cidade, que sempre funciona, não funcionou. O "exagero" na prevenção (lembram do ciclone que não veio em 2015?) é importante por isso.
Jornalismo de boas intenções em pleno ano da graça de 2026, no pré-período eleitoral e com as próximas décadas brasileiras sob imenso risco (golpismo, interferência externa, bets, consignado, etc etc etc). A realidade é duríssima.
Cada um trata de si, mas o problema de performar torcida contra países racistas é que, se for assim, não sobra quase nenhum. Muito menos o Brasil. Toda essa sua energia será bem importante em outros momentos. É Copa, está acabando. E você vai sentir falta.
A coitada que não sabe de nada e está muito abalada tem 33 anos de idade e um patrimônio estimado em mais de R$ 5,3 bilhões. Mas você pode se fazer de bobo/a se quiser.
Jogaram uma granada dentro de um ônibus cheio de trabalhador voltando pra casa. Na principal avenida do Rio de Janeiro, caminho de tanta gente todos os dias. Dá muito ódio, ódio de muita coisa. Sei lá.
As fotos das crianças chorando no enterro de Thiago, o menino de 13 anos que a PM matou na CDD, são de uma dor que não tem nome. Quando há uma morte assim, muitos caminhos se desviam. Gente que implode, que desacredita, que se enche de ódio. Gente que morre junto, mesmo em vida.
Um país inteiro, clubes, jogadores, treinadores, dirigentes, torcedores, jornalistas, até o governo, todos cometendo racismo sistemático contra um menino de 22 anos de idade. Um massacre sem precedentes, abertamente, pro mundo ver. Tudo às claras. E se ele revidar, já era.
Deve ser só coincidência que apenas clipes e músicas com estética favelada sejam hipersexualizados pela malandra. Favela que, aliás, é a bola de segurança acionada sempre que a carreira precisa de ajuda. Nunca será, falta muita coisa. Mas a Fazenda é logo ali.
Um lado faz festa na favela e num circuito histórico pro carnaval brasileiro, ri, se emociona, tem esperança; o outro profana a santa padroeira do país, bebe cerveja em seu santuário, vaia, xinga, ameaça. Por interesses nunca revelados, a mídia empresarial chama de "polarização".
Após a ressaca eleitoral, percebe-se que não é o horror que se pensava. Lula teve a maior votação presidencial da história, e em 1° turno; as bancadas de esquerda cresceram na Câmara e nas principais cidades do país; quem precisa tirar seis milhões de votos é Bolsonaro, não nós.
Agindo assim, Janones, um fenômeno da comunicação em redes sociais, também propõe um experimento: como o bolsonarismo se comporta quando recebe o mesmo tratamento que promove? Os caras estão confusos e assustados pois perceberam que o monopólio da violência não está com eles.
É uma tragédia de infinitas e dolorosas camadas. E mais: que afeta e afetará profissionais envolvidos, os de imprensa inclusive, até o fim da vida. É fundamental que os empregadores dessas pessoas tenham o bom senso de cuidar da cabeça de quem está lá em cima cumprindo o ofício.
Se corpos seguirão sendo encontrados enquanto houver procura, outros ficarão ali pra sempre quando essa busca cessar. Há gente que não registrou desaparecimento porque está procurando os seus, assim como há famílias inteiras sob a lama sem ninguém vivo pra reclamar o sumiço.
O repórter Mateus Marques, da Globonews, fazia uma entrada ao vivo de Petrópolis quando os bombeiros começaram a se movimentar mais intensamente: era um corpo sendo encontrado. Mateus pediu ao cinegrafista para apontar pro outro lado, reportou, suspirou e entregou pro estúdio.
Maria acaba de dizer, em conversa com Vyni, que pela segunda vez foi agressiva com alguém da casa, agora com Natália - e que semana passada foi com Arthur. "Joguei [o balde] de qualquer jeito e com raiva, não foi maneiro". O argumento de que ele escorregou acaba de morrer. #bbb22
Um homem preto sofreu racismo, está tendo que lidar com isso e um punhado de gente acha razoável discutir se esse homem é preto ou não. O racismo é um não-lugar ainda mais perverso quando se nega a negritude da vítima, como se faz com Gabigol. Porque o racista não tem dúvidas.
Por trás do debate clubista que muitos tentam empreender, há um atleta negro que dormirá hoje com uma ofensa racista pesando a cabeça. Absolutamente nada, muito menos a cor da camisa de quem ofende, é mais importante que isso. É pra chorar na marreta e fim. Que Gabigol fique bem.
Durval, 38 anos, estava na porta de casa em São Gonçalo, no RJ, quando seu vizinho, um sargento da Marinha, o considerou suspeito e lhe deu três tiros. A vítima, um homem negro, morreu no hospital. A filha, de 6 anos, correu pra ver a rua após os tiros e reconheceu o pai caído.
O quiosque Tropicália precisa vir abaixo porque é um monumento racista. Se cairá pegando fogo, sob ação popular ou gesto simbólico do poder público, não sei, mas tenho minhas preferências. Ele só não pode seguir de pé. No lugar, Moise precisa ser eternizado. Não se pode esquecer.
Não há outro assunto possível. O assassinato de Moise é, por tudo, um escândalo histórico e mundial. Aí tu liga a TV e só se fala em outra coisa. Porque o país cordial que odeia negros desde sempre não se importa, e nem uma amostra dos tempos da KKK o mobiliza. Só o revide salva.
Quem é o dono do Quiosque Tropicália? Por que ele ainda não tem um nome? Esse nível de selvageria contra um jovem negro e imigrante nos faz pensar que o assassino se julga acima do bem e do mal. Pois quais são as suas relações? Quem o protege, ou o faz pensar que está protegido?
Moise saiu do Congo com sua família para fugir da guerra. Chegou ao Rio e foi trabalhar num quiosque chamado Tropicália, na Barra. Não recebeu por dois dias trabalhados, foi cobrar o verme do patrão e acabou espancado por cinco animais, por 15 minutos, até morrer. Tinha 24 anos.
Se a Déia fosse branca, seria aplaudida por construir do zero um podcast que paga tão bem a quem trabalha nele. Sendo uma mulher preta, a ACUSAM exatamente por isso. E se ela apontar de volta ainda é taxada de raivosa. Bando de racistas filhos da puta. Beijo, @naoinviabilize 💙
"Pagamos o seu salário" é um "ponha-se no seu lugar" com uma camadinha de verniz. Dito por um branco herdeiro a uma pessoa negra, se torna uma ofensa racista. É por isso que eu não acredito no playboy que diz "estudar o antirracismo". Ele é parte a ser combatida, jamais aliada.
Quando Formiga nasceu, em 1978, havia uma lei em vigor no Brasil que criminalizava a prática do futebol feminino. Sua história na Seleção termina após SETE Copas do Mundo, SETE Olimpíadas e um esporte edificado. É maluquice um negócio desses. Uma das maiores atletas da história.