Sim, eu fui perseguido.
Não por crime, porque não houve crime. Fui perseguido por fazer o que muitos preferem evitar:
cumprir a lei, doa a quem doer.
No Brasil, o sistema não pune quem erra. Ele pune quem expõe o erro.
E essa lógica não me atingiu sozinho. Ela atinge auditores que fiscalizam demais,professores que questionam demais, cidadãos que se recusam a aplaudir o teatro.
Aqui, quem não se curva, incomoda. E quem incomoda precisa ser desacreditado.
Mas aprendi uma coisa:
se curvar custa mais caro do que resistir. Porque quem se vende, perde a paz. E quem permanece de pé, guarda a única coisa que vale mais do que o cargo ou o nome: a consciência limpa.
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