Na raiz de decisões estúpidas como a do TST, que condenou uma fábrica da Ortobom por não ter mulheres na gerência, está o costume do intelectual público de criar padrões imaginários e querer impor esses padrões à sociedade. "As mulheres são maioria na população, então deveriam ser maioria nas empresas", diz o intelectual público progressista no auge de seu raciocínio aritmético. Não entende que, como dizia Robert Nozick, "liberty upsets patterns". Mesmo se houvesse igualdade completa de tratamento e de origem, não haveria igualdade de resultados - pois as pessoas são livres, têm preferências e escolhas diversas, e essa "liberdade desafia padrões". Sem entender que as pessoas são diversas, o intelectual acha que qualquer desigualdade na sociedade é fruto de "discriminação estrutural". Tenta fazer da sociedade real um espelho de seu mundo imaginário.
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