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NOTA À IMPRENSA TRAIÇÃO À PÁTRIA NÃO SE NEGOCIA. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou neste domingo, 13 de julho de 2025, petição complementar ao Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Inquérito 4995, requerendo a inclusão de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no rol de investigados pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução de Justiça, atentado à liberdade de magistrado, atentado à soberania nacional, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa. O documento também reitera o pedido de prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, já investigado no inquérito, e apresenta novos elementos de prova que demonstram seu papel central na articulação de pressões internacionais, com o objetivo de desmoralizar o STF e garantir impunidade aos golpistas de 8 de janeiro. As provas são robustas: Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro atuam de forma coordenada para sabotar a Justiça brasileira, chantagear o STF e submeter o país à tutela da extrema direita norte-americana. A nova fase do golpe vem dissimulada de “pressão econômica”, articulada com Donald Trump, que impôs tarifas comerciais ao Brasil como retaliação às decisões soberanas da Suprema Corte. Em entrevista à CNN Brasil, Flávio Bolsonaro admitiu que a anistia aos golpistas seria o “primeiro passo” para suspender as tarifas norte-americanas. Trata-se de uma confissão escancarada: trocar a soberania nacional pela impunidade da própria família. Jair Bolsonaro, por sua vez, endossou a chantagem estrangeira, atribuiu as sanções de Trump à política externa brasileira e exigiu, em nota pública, que os Poderes da República “ajam com urgência” para “resgatar a normalidade institucional” — uma tentativa de coagir o Supremo Tribunal Federal a interromper as ações penais em curso. Eduardo Bolsonaro, do exterior, segue atuando como lobista da extrema direita internacional, articulando apoio estrangeiro contra decisões da Justiça brasileira e promovendo sabotagem institucional sob a proteção de um país estrangeiro, numa escalada entre ameaças e incitação à violência com discurso recente sobre “sangue e vingança”. Não estamos diante de simples discursos. Estamos diante de uma estratégia de guerra híbrida, com traidores da pátria atuando de dentro das instituições para deslegitimar o Judiciário, subordinar o Brasil a interesses internacionais e impedir a responsabilização penal de criminosos. São quinta-colunas. São traidores da Pátria. São agentes estrangeiros disfarçados de patriotas. Por isso, requeremos ao Supremo Tribunal Federal: •A inclusão formal de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro como investigados no Inquérito 4995; •A reiteraçao do pedido de decretação da prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, com base em novos elementos de prova e no risco de fuga por residir no exterior, obstrução da justiça e articulação internacional contra o Estado de Direito; •A imposição de medidas cautelares severas aos demais envolvidos, como proibição de contato com autoridades estrangeiras, suspensão de passaportes, monitoramento eletrônico e restrição de movimentações políticas, diplomáticas e territoriais. O Brasil não é colônia. O Supremo não é refém. A Constituição não será rasgada por chantagens de estrangeiros ou de seus capachos internos. O povo brasileiro defenderá até o fim sua soberania, sua Justiça e sua democracia. Brasília, 13 de julho de 2025. Lindbergh Farias Deputado Federal (PT/RJ)

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