R$ 1.741 é o salário mínimo proposto no Orçamento de 2027, que o governo entrega hoje ao Congresso.
O reajuste puxa benefícios atrelados ao mínimo, como BPC e aposentadorias e pensões no piso: R$ 413 milhões por R$ 1 de aumento, quase R$ 50 bilhões no total.
A meta oficial prevê sobra de R$ 73 bilhões em 2027, 0,5% do PIB. Mas, incluindo as despesas que ficam fora da meta, a folga cai pra R$ 18 a 20 bilhões, perto de 0,1% do PIB.
As despesas obrigatórias crescem 6,8% e as livres, quase 20%. A dívida bruta roda em 82% do PIB, e a projeção oficial aponta 86% no fim de 2027.
Folga de 0,1% num ano de eleição desaparece rápido diante de qualquer imprevisto. Com dívida alta e juros elevados, sobra pouco espaço para absorver desvios sem piorar ainda mais a trajetória fiscal.
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