Morreu o homem em situação de rua que teve o corpo incendiado, em Alvorada. Uma pessoa foi atacada no momento de maior vulnerabilidade: enquanto dormia. É difícil encontrar palavras diante de tamanha brutalidade. Mas talvez a pergunta mais dolorosa seja: como chegamos ao ponto em que a vida de uma pessoa pode ser tratada com tamanho desprezo? No Rio Grande do Sul, 17.574 pessoas vivem hoje em situação de rua, um aumento de 142% em relação a cinco anos atrás. São pessoas que precisam de políticas públicas, proteção e dignidade. Até quando vamos permitir que pessoas morram simplesmente por não terem um lugar seguro para dormir? Não podemos naturalizar a violência contra quem já vive em situação de extrema vulnerabilidade.
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